20 em 20: [Leitura concluída] Divergente - Veronica Roth

Olá leitores, tudo bem?! Voltei com o post sobre o livro 1 da Trilogia Divergente. Sabe aquela história que te surpreende? Divergente foi uma dessas para mim, pois me chamou pelo filme e me ganhou de vez pelo livro. Eu evitava ler essas trilogias, mas deixei a mochila do preconceito de lado e me aventurei nas páginas dessa distopia. Valeu muito a pena, sério mesmo! Então... Eu sou Gerson Porto e eu sou diverg... não pera u.u





A Chicago retratada em Divergente é dividida por facções: Abnegação, Audácia, Erudição, Amizade e Franqueza. E cada uma dessas facções prezam por uma característica em especial, assim os membros têm que viver de acordo com os padrões de sua facção. Os jovens, aos 16 anos, podem escolher se permanecem em suas facção de origem ou vão para outra, deixando para trás sua família, amigos e todo um modo de vida já conhecido.


"Facção antes do sangue"


Beatrice Prior é a narradora e inicialmente vamos descobrir que ela está prestes a fazer o teste de aptidão; esse teste irá guiá-la na sua escolha, pois é nele que os iniciandos, em um ambiente simulado, reconhecem sua característica dominante. Beatrice nasceu na Abnegação, mas desde o começo a gente percebe que ela não se encaixa muito ali. Ela está ansiosa para o dia do teste, mas quando ela o realiza, algo não sai como esperado: o teste é inconclusivo. Ela apresenta características de três facções e não apenas de uma, como é o comum. Ou seja, nossa querida Tris é Divergente. Mas para entender melhor você terá que ler o livro ou ver o filme que está muito bom.

Cada facção tem sua função na sociedade, a Abnegação é a responsável por Governar mas a Erudição quer a qualquer custo tirar o governo dos altruístas. Liderados por Jeanine eles têm um plano para realizar isso e ele será colocado em prática logo. Então, temos esse enredo principal, da disputa de facções além de acompanhar a Tris em sua facção.

"Mas Gerson, por que você gostou tanto dessa história a ponto de ler o livro?", você pode perguntar. E a resposta é: A Tris não é a única divergente. Basicamente isso. Temos um enredo focado na personagem, mas ela não é a "única que pode derrotar o vilão". E isso já ganhou alguns pontos comigo. Outro motivo é que as coisas acontecem em Divergente. E acontecem rápido. Nas primeiras 50 páginas a Beatrice faz o teste, escolhe sua facção, passa pela iniciação da Facção... Se dá pra respirar? Sim, dá. E esse é um dos pontos positivos: a Veronica não enrola por 100 páginas explicando como funciona a sociedade. Ela dissolve essas explicações durante o livro.
Mas, por outro lado, temos uma narrativa em primeira pessoa e ficar na cabeça da Tris é bem chato. A personagem, para nos lembrar que é divergente, pensa a todo instante que "eu não me encaixo aqui" ou "mesmo sendo Divergente, sinto que finalmente encontrei o meu lugar" e em algumas páginas ela já mudou de ideia. Esses constantes pensamentos irritam, pois a autora não precisa usar esses elementos para que percebamos a divergência em Tris, ela pode fazer melhor. Tem um momento em que sutilmente a personagem age como tal sem precisar desse bla bla bla (Presta atenção na cena da Caça a bandeira)

Personagens

Regra para um Jovem adulto ser bem aceito: tenha bons personagens. Pode ter certeza que isso faz toda a diferença! E Divergente tem bastante disso.Tris nem é a mais legal, quando conhecemos Cristina, Will e o próprio Quatro passamos a gostar deles imediatamente. Um dos personagens mais legais é o Quatro, eu tenho que admitir. Ele é admirado por todos de sua facção e é o interesse amoroso de Tris. Mas nem todos são amigáveis, além dos vilões principais temos aqueles que atormentam os protagonistas, como o Peter. Ele é tipo o Malfoy na saga Harry Potter: covarde e faz tudo para ser o melhor sempre. Tudo mesmo! Ele protagoniza uma das cenas mais angustiantes do livro, que é quando ele enfia uma faca no olho de em um dos iniciandos enquanto dormia, daí a gente imagina o caráter do rapaz. Ponto positivo pelos personagens! (E isso só me fez querer ainda mais uma narrativa em terceira pessoa onisciente :* )


Divergente é o livro Jovem adulto mais sensacional que eu já li? NÃO! Divergente é a distopia mais original que eu já li? Também não! Mas dê uma chance ao livro. Valerá a pena, pode ter certeza. Comparações com outras histórias sempre haverão, mas Divergente tem seus méritos.
E se você estiver curioso: não, eu não li Jogos Vorazes u.u
Enfim, vou terminando por aqui. Obrigado por visitar o blog e se ainda não segue o blog é só procurar ali na barra lateral a opção seguir, beleza?! Um abraço e até amanhã com mais um post do projeto #20em20

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