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Isso não é um adeus

Isso não é um adeus.      É só a hora de deixar pra trás umas das coisas que mais amei nos últimos tempos: este blog.  Já desisti diversas vezes de escrever o ponto final e mesmo adiando a partida, uma hora ela teria que acontecer. Eu sei que a gente se apega a muitas coisas e Deus sabe o quanto eu gostava de chamar de Inescrito o porto me fazia descansar e fugir da bagunça que é a vida real, mas hoje, olhar pro blog é como encarar o Gerson de antes. O menino cheio de medos e inseguranças que lia Harry Potter e As vantagens de ser invisível pra escapar do mundo e que escrevia em um caderno que ficava escondido na estante pra ninguém ler. Eu não sou mais aquele menino e vir aqui é como retornar sempre aos medos antigos, sendo que escrever, e saber que será lido, já não são mais um bicho papão.      Percebi que chegou a hora de deixar as coisas irem embora quando a ideia de parar o blog deixou de parecer assustadora. Parecia que ia sumir a maior ...

Abrir mão de que?

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Olá para você que veio visitar este blog. Esse texto/reflexão que você está lendo já ganhou vida há um tempo, quando tive a oportunidade de levar um devocional na Escola Bíblica Dominical da minha igreja (talvez por esse motivo, ele tenha ficado no rascunho por aqui) até que eu estava escutando a música Senhor do Tempo do Paulo César Baruk e senti o desejo de compartilhá-lo por aqui. Espero que goste!

21 em 21: Estrangeiro, eu.

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Você pode ler esse texto ao som de "A partida e o norte". Pode ler, também, não ouvindo som nenhum ou um som qualquer que te agrade. Pode ler enquanto anda por aí, enquanto volta pra casa rodeado de gente desconhecida do ônibus. Pode, também, nem terminar de ler e fechar essa janela, mas peço que você leia até o fim. "O caminho muda e muda o caminhante É um caminho incerto, não um caminho errado... "

21 em 21: Textos de Quinta

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Oi Inescritos. Tudo bem? Hoje é quinta-feira e no ano passado eu comecei o #VersosDeQuinta: toda quinta um verso novo. Por causa da correria da vida, acabei não conseguindo levar essa ideia pra frente (nunca é tarde pra voltar ne?). Pensando nos Versos de Quinta, resolvi compartilhar com vocês alguns textos que nunca foram lidos por alguém que não fosse eu (e umas 3 pessoas próximas.) Eu gosto muito desses textos e espero que vocês também gostem.

21 em 21: Sorriso ou nada (e textos antigos)

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Hoje eu estava mexendo na Pasta do computador com todos os textos inacabados e encontrei um que eu escrevi há uns dois anos. Eu me lembro que na época que eu usava o tumblr queria postar por lá, mas acabei desistindo por vergonha. Dois anos depois, cá estou eu num blog escrevendo sobre tanta coisa, esse texto revive e com ele o menino que o escreveu. Um dos motivos do 21 em 21 é trazer coisas que me mostrem o porquê de escrever por aqui, e deixo com vocês um desses motivos.

21 em 21: Adeus

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Mais um texto colaborativo no 21 em 21. Dessa vez, escrito por outra Porto.  ♡   Obrigado por compartilhar suas palavras aqui! Adeus Thayná Porto Todo mundo tem uma coleção de amores durante a vida, que por sinal passa mais rápido do que você pensa. Eu nunca soube me expressar muito bem com isso, acho que o amor é para os grandes ou fortes talvez. Já disse por aqui que não sou feita de despedidas, mas essa será a última vez que você se encontra por aqui. Infelizmente já não sei mais o que escrever de algo tão raso, quanto a gente. Acredite eu vim aqui dizer que essa será a última vez que você vai se ler por aqui, e que isso dói mais em mim, eu sei. Talvez essa seja a hora de te dizer que não precisa ser intenso para ser amor e que se o meu sorriso se encontrar com o seu por ai, ainda sentirei borboletas no estômago. Essa é definitivamente a última vez que te escrevo. É incrível como a gente tem uma queda pelas coisas que não dão certo. Se nós um dia chegarmos ...

21 em 21: 22 de fevereiro

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 Eu entendo meu bem, você não queria enfrentar o mundo sozinha.  Não com o coração partido do jeito que estava. Aí ele chegou e te puxou pra dançar, te segurou tempo suficiente para você se apegar e depois te soltou. Eu sei como é, mas não é justo, eu não tenho culpa se a gente se encontrou no meio do caminho, você insegura e eu  pronto pra te amar. Eu te dou espaço, tempo, o universo se você pedir. Eu te ofereço uma parte do meu coração para juntar com o seu e, quem sabe, eles formarem um inteiro. Mas você ri, meu bem. Ri de mim ou de você? Ri porque teu medo é maior que a vontade de ser feliz. E esse é o teu defeito. O meu é insistir em nós. É esperar você voltar, é desejar que você fique comigo, mas você se afasta e finge que não entende o que eu digo.  Você já vai, amor? Tem que ir né, eu sei. Quando voltar traz açúcar, pois o daqui acabou. Você gosta de café forte, mas o meu tem que ser doce, lembra? Traz a minha camisa xadrez que você levou naquele dia, ah...

21 em 21: Remã romã

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Brenda, obrigado por me deixar publicar o seu texto! Esse é, com certeza, um dos meus textos favoritos. Remã Romã Brenda Nobre Eu vivia de pular por aí. Sempre rindo à toa e pisando nas poças pequenas do meio dos caminhos. Eu brincava na pracinha do meu bairro, cantava cantigas de roda e ralava o joelho sempre que tentava pedalar. Nesses dias, eu corria pra casa mais cedo para os meninos não me verem chorar. Eu chorava e dizia pra minha mãe que doía só um pouquinho enquanto ela lavava a raladura com sabão. Logo depois eu já voltava a correr e a gargalhar pela casa como se um pássaro tivesse me contado alguma piadinha boba. Mas nem sempre era só brincadeira que acontecia na praça. De vez em quando, a turma encontrava um gatinho morto e era uma comoção medonha pelo resto do dia. Acontece que eu cresci, mas nunca me afastei de lá. Sempre fui assim de gostar de movimento e ar puro. Quando pequena, só tinha olhos para a terra e suas lamas, adorava uma lambança em dia ...

21 em 21: Ela

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Eu ria das músicas românticas, das rimas e das poesias bobas que falavam de amor e agora cada uma delas me fazem lembrar de você. Se escuto por aí Evidências , eu rio feito bobo e já te mando uma mensagem pra dizer que tua música tocou e que pensei em você. Sorte tua que eu penso melhor e não aviso sempre que estou com saudade, porque a tua caixa de mensagens estaria lotada, meu bem. Se eu vejo a primeira estrela no céu, me pergunto se você está vendo também. Aliás, foi você que me fez notar melhor as estrelas e as cores do céu quando o sol se põe; elas brincam nos teus olhos claros. Até a Lua se tornou poesia quando aparece na janela do ônibus na volta pra casa. Uma pena que o teu caminho não é o mesmo que o meu e não dá pra gente se encontrar acidentalmente por aí. Pra gente se ver tem que ser combinado, hora e dia marcado. Tem que ter abraço apertado. E tem que ser demorado. Imagem da Internet Moça, eu ria das músicas, rimas e  poesias e agora todas elas me lembram de você...

21 em 21: Janela

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 Já perdi a conta de quantas vezes eu abri essa página nos últimos meses e, após muitas tentativas, ela continuou vazia fazendo jus ao nome do blog. Por um momento, posso ter me esquecido do significado e dos motivos que me levaram a compartilhar o que escrevo, mas percebi que precisava encontrar aquele menino que escrevia todo dia, precisava deixá-lo sair para brincar um pouco, porque eu só fiquei perdido na rotina da vida de gente grande. Essa ausência era falta de tempo, gente. Era falta de tanta coisa, que nessas faltas acabei me tornando distante.  Eu sei que está na hora de voltar de verdade, de transbordar sentimentos de novo e escrever sobre a vida, sobre livros e as aleatoriedades da vida. Eu sei disso, eu sinto falta também, mas é que aqui dentro está tudo tão quieto e seguro que talvez não valha a pena encarar os olhares de todo mundo. Imagem da internet  A janela está aberta de novo, não só as persianas, e dessa vez a luz do Sol vai poder entrar aqui u...

Transborde!

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Eu amo quando a vida me dá um empurrão e eu caio entre tantos versos bonitos. O empurrão de hoje veio de um senhor que se chama Antônio, ele disse que “Se não for pedir muito: não seja tão pouco.” E logo pensei: nem pouco, nem suficiente. Transborde! Eu me chamo Antônio - Pedro Gabriel Nos últimos dias eu estava meio que no automático e só o que transbordava em mim era a vontade de despejar as inquietações diárias em um papel, mas me faltava a gota para ondular e derramar o copo cheio d’água.  Faltava o coração acelerado, a mente mais rápida que a mão que escreve. Faltava eu me permitir sair para brincar um pouco. É complicado sair do apenas , do suficiente , do só ou qualquer outro sinônimo que você queira usar, pois é cômodo estar lá. E talvez você esteja achando que está sendo mais do que suficiente ou procurando um sentido pra vida, não é isso que a gente diz por aí? Sei que no fim do dia é até bom ser suficiente, mesmo quando não sabemos o que nos faz transborda...

20 em 20: O que vou ser quando crescer?

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Postada no snapchat gersonportt Passei tempo demais pensando no que eu seria quando crescesse. Já pensei em ser médico, engenheiro da computação, professor... Tantas coisas já passaram pela cabeça. Tantas respostas cheias de dúvidas. E hoje eu paro em frente ao computador para escrever aqui no blog e lembro da infância e de todas as vezes que pensei em como eu estaria quando passasse dos 18 anos. O pequeno Gerson diria que estaria na faculdade de computação e quem sabe namorando. O Gerson de 20 anos ri e pensa que, cara, nada disso tá acontecendo. As coisas estão diferentes do planejado. E graças a Deus por isso! Tá, ainda quero cursar algo na faculdade (mas não é computação, ok pequeno Gerson? Agora é Publicidade e propaganda, desculpa aí cara), mas ele nunca imaginaria que quase aos 20 estaria escrevendo em um blog para que as pessoas o lessem. Ele era envergonhado, sabe? Vou contar uma coisa para vocês, minha mãe é professora há muitos anos e ela ensinou a uma grande quantidade...

20 em 20: Um porto qualquer

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Um dia desses eu estava relendo alguns textos escritos por pessoas que entendem da vida melhor do que eu – pelo menos eu espero que sim. Tá, enquanto lia um específico (O último habitante – Pedro Gabriel) acabei lembrando-me de um que eu mesmo escrevi: a fragilidade das coisas. Nele eu falo que nós queremos um porto para desembarcar um pouco da gente. O texto do Pedro Gabriel me levou novamente à essa ideia e é incrível encontrar pessoas que escrevem aquilo que a gente pensa, sente, vive... Aquilo que, talvez, nós escondemos das outras pessoas e quem sabe de nós mesmos. E ler hoje as palavras escritas por ele causou uma explosão em mim que não tinha acontecido quando o li pela primeira vez. I sso me levou a escrever sobre “o porto”, algo que há muito tempo quero escrever. E foi uma caminhada longa: andei por lugares, conheci pessoas, vivi muitas coisas, guardei segredos e escrevi aquilo que silenciava até achar meu porto. Encontrar um porto é estar à vontade consigo mesmo. É parar d...

20 em 20: Calma gente, sou de libra!

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Eu nem acredito em horóscopo, é só que ultimamente não estou decidindo muita coisa na vida. E dizem que isso é coisa de libriano, então tô espalhando por aí que a culpa é do signo. Que a culpa não é minha é que me dão muitas opções e não sei o que fazer com nenhuma delas. Eu penso sobre cada uma infinitas vezes e acabo não decidindo nada, porque sou de libra. Tem um texto que eu gosto muito " Ele é de libra " escrito pelo Daniel Bovolento no site Entre todas as coisas . Lá ele diz que as escolhas nunca são nossas e que isso irrita quem tá de fora, mas o que fazer quando há um conflito interno de decisões? Imagem da internet :) Eu não sei. Só sei que algumas coisas pesam mais do que outras e que é mais fácil escolher uma música da playlist do que o curso na faculdade. E, pra gente, tudo bem, mas para a sociedade não. Eles não perdem tempo decidindo pois são de Áries ou de Câncer, mas eu sou de libra. Eu não vou decidir qualquer coisa, porque quando finalmente eu disser ...

20 em 20: Texto #6 Congestionamento

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 Estava pensando sobre o tema do post de hoje, mas nenhuma ideia era legal o suficiente. Hoje à tarde parei alguns minutos na frente do computador olhando para a tela em branco, já impaciente. Agora, quase 11 da noite, estou ouvindo Ed Sheeran e escrevendo sobre congestionamento. E sobre como isso acontece dentro da gente. Nesses momentos da tarde de "sem inspiração para escrever" acabei saindo de casa com minha irmã, pegamos um ônibus e ficamos muito tempo parados no trânsito. O ônibus andava um pouco e parava. E de novo. Outra vez. Olhando pela a janela pude ver muitos outros veículos e isso foi como um estalo na minha mente. Nós também passamos por esses momentos de congestionamento várias vezes na vida. Talvez você chame de bloqueio ou sei lá. Hoje resolvi chamar assim. Minhas ideias congestionaram, uma queria ultrapassar a outra sem se preocupar com quem vinha atrás. Elas buzinavam, e alto, para serem escritas, mas o sinal não queria abrir para nenhuma. Eu não sabia o...

20 em 20: Texto #5 Memórias

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É uma tarde de quinta-feira e decido escrever sobre memórias. Minhas memórias. Olho alguns segundos para a tela em branco do computador; o cursor, pacientemente, espera as palavras surgirem. Começo a digitar algo sobre a primeira vez em que andei de bicicleta. Na primeira frase, porém, ouço minha avó me chamar para tomar café em sua companhia e rapidamente junto-me a ela. O cheiro do café já tomou conta do ambiente. Os pães e torradas sobre a mesa e, bem próximos, o açúcar e o leite. Uma mesa tipicamente organizada por ela. Encho a xícara de café, pego um pão e duas torradas. Duas colheres de açúcar e de leite. Acompanhando uma dose de histórias da minha avó. Dos tempos de sua meninice e brincadeiras com seu irmão – há muito falecido. Observo-a atentamente e percebo que linhas se formam em sua testa enquanto ela conta suas aventuras. Seus cabelos tão brancos compõem uma imagem que me fazem viajar e imaginar a menina que ela fora um dia. “Eu já fui criança, sabe?!” ela diz mais pa...

Texto #4: Por dias bons

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Escrevo pelas pessoas boas, pelos mundos particulares que me leem e por mim mesmo. Escrevo quando nada está bem. Escrevo por dias bons! instagram: palavrasinescritas

Texto #3: A fragilidade das coisas

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Imagem postada no instagram @palavrasinescritas "E todos, em nossas fragilidades, temos algo em comum: a necessidade de recomeçar. O desejo pelo nascer do Sol. pelo nascer de um novo dia." Leia o texto completo ;)

Texto #2: Quando chegar a hora de dizer adeus

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Imagem da Internet :) Não preciso ouvir suas desculpas esfarrapadas ensaiadas na noite anterior. Não quero que assuma a culpa e diga que “não é você, sou eu” porque, amor, nunca foi só você.

Texto #1: Ano novo. Rotina Velha.

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Segunda-feira. A camiseta branca do réveillon está esquecida em algum lugar da casa. A lista de planos para o novo ano está soterrada no meio das contas que chegaram. As promessas feitas ao pular aquelas ondas já foram levadas pelo mar. Olho o relógio e percebo que estou atrasado – como sempre. Apressadamente escovo os dentes e decido que vou comer algo no trabalho. São quase 6h45 da manhã e o ônibus está normalmente lotado. As pessoas normalmente mal humoradas, presas em seus fones de ouvido e livros. Passo a mão no cabelo mal penteado e calculo o tempo de chegar ao trabalho. Perco-me em pensamentos enquanto o ônibus está preso no engarrafamento; lembro da noite de ontem, no barzinho da esquina, com os amigos onde jogamos conversa fora, falamos sobre como tudo seria diferente. Como tudo seria novo.  Desperto do devaneio quando uma nova música começa a tocar no rádio. Chego ao trabalho, faço o que tenho de fazer na companhia de uma xícara de café – bem forte por sinal. Convers...